sábado, 1 de outubro de 2011

Homenagem a Luiza Paula

Colegas fazem passeata para lembrar vítima de massacre de Realengo

Aluna da escola Tasso da Silveira, Luiza faria 15 anos na segunda-feira (5).
Colegas organizaram homenagem a jovem na Praia de Copacabana.

Lilian Quaino Do G1 RJ

Amigos e colegas da Escola Tasso da SIlveira levam balões e fotos de Luiza na passeata em Copacabana (Foto: Lilian Quaino/G1)
Amigos e colegas da Escola Tasso da Silveira levam balões e fotos de Luiza na passeata em Copacabana (Foto: Lilian Quaino/G1)

A jovem Luiza Paula Silveira Machado, que completaria 15 anos nesta segunda-feira (5), não terá a festa de aniversário que estava planejando. Ela foi uma dos 12 jovens mortos no ataque de um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no subúrbio do Rio, no dia 7 de abril.
Mas, as colegas de colégio de Luiza organizaram uma festa para ela na praia de Copacabana, na manhã deste domingo (4), quando, numa passeata, se lembraram de como a amiga era alegre, e muito querida por elas.
Agatha da Silva, de 12 anos, uma das organizadoras da passeata, disse que a festa de 15 anos era todo o que Luiza queria. Ela só falava na festa e avisou às amigas que já preparassem os vestidos. Agatha e as colegas começaram um mês atrás a preparar a festa de Luiza na praia, mandando fazer camisetas com fotos dela. Amigos, parentes de Luiza e as famílias dos alunos da Tasso da Silveira saíram em passeata levando balões cor de rosa.

André e Adriana, pais de Luiza, na manifestação (Foto: Lilian Quaino/G1)
André e Adriana, pais de Luiza, na manifestação
(Foto: Lilian Quaino/G1)

Os pais de Luiza, André Silva Machado e Adriana da Silveira, muito emocionados, contaram que quando a filha morreu já estavam pagando a festa, que aconteceria numa casa de festas em Realengo, onde moram. Adriana chorando lembrou que a filha, que morreu numa quinta-feira, estava toda animada porque no sábado iria com a mãe escolher o bolo de aniversário.
"Era uma menina alegre, doce, sonhadora, queria ser pediatra, depois, mudou de ideia e sonhava em ser engenheira", disse Adriana.

O sargento Alves, primeiro a chegar ao local com Alan, o aluno que mesmo ferido avisou o sargento do massacre, e a mãe dele, Aline (Foto: Lilian Quaino/G1)

O sargento Alves, primeiro a chegar ao local com
Alan, o aluno que mesmo ferido avisou o sargento
do massacre, e a mãe dele, Aline
(Foto: Lilian Quaino/G1)

Quem também compareceu à caminhada foi o sargento Márcio Alexandre Alves, o primeiro a chegar escola, atirando em Wellington Menezes e evitando que ele prosseguisse com o massacre.
"Eles me convidaram, eu estou de folga, fiz questão de vir", disse ele, vestindo uma camiseta com a foto das crianças vítimas.
Ao lado dele, estava aquele que o sargento considerou "o número 1 dessa história", o menino Alan Mendes Ferreira da Silva, que estava na primeira sala de aula invadida por Welington e, mesmo baleado no rosto, correu em direção a sua casa e ao encontrar o sargento no caminho o avisou da tragédia.
A mãe de Alan, Aline Mendes, lamentou a falta de algum representante da escola na manifestação.
"Não tem ninguém da escola aqui. Ninguém liga para as crianças", disse.
As colegas de Luiza caminharam cantando a música "Quando a chuva passar", que ficou famosa na voz de Ivete Sangalo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário